O ser humano nasceu, cresceu e…

ein-herz-fuer-dich

Se há sobre que filosofar, filosofe-se.
Se não há sobre que filosofar, filosofe-se.
Logo, em qualquer caso, filosofe-se.”.

 provavelmente Aristóteles

Atualmente eu estou em meu ciclo de isolamento, eu estou em busca de mim mesma, e não se trata de uma crise existencial, esta eu ja consegui superar, mas sim uma fase de auto reavaliacão de mim mesma.

Sabe aquele tempo em que voce diz: – Parar o Mundo que eu quero descer. ? Entao, o mundo eu nao consegui parar (risos), mas eu consegui descer ou pelo menos desacelerar. Eu andei para variar um período muito ruim de saúde, e precisei fazer 2 novas cirurgias, o que explica um pouco a minha ausencia.

E não eu não deixei de ler os blogs amigos, eu tenho alguns blogs que acompanho e mesmo que não faca nenhum comentário, eu estou lá sempre torcendo e orando muito para que voce consiga realizar todos os seus sonhos ;-).

 Tenho estado relapsa com muitas amizades que fiz aqui pelo blog e que gostaria de manter, mas sinceramente quando o corpo e a a cabeca não estou bem, não adianta forcar porque funciona. Eu não consigo mostrar ser algo que eu não sou, e também nunca disse que era uma pessoa com o dom de fazer amizades, mas aqueles que aprendo a amar, mesmo que de longe eu estou sempre a cuidar nem que através de minhas oracoes diárias, mas voce está aqui sempre comigo.

Sabe, existe uma antiga lenda que explica bem a fase que estava vivendo, vamos a ela:

Reza a Lenda que no ano de 646 d.c., a majestosa biblioteca de Alexandria, no Egito, foi completamente queimada1, porém entre as cinzas foi encontrado um livro, que na verdade nem era um livro com muito valor e que justamente por isto foi vendido por alguns tostões, a um pobre homem pobre. Mas o livro que havia sido dado como sem importancia, havia algo muito interessante, uma espécie de pergaminho que revelava segredo da pedra de toque.

A PEDRA DE TOQUE,  que aparentemente era uma pedra comum, só que na realidade ela podia transformar qualquer metal em OURO PURO, e no pergaminho nao estava apenas escrito que era encontrada nas praias do Mar Negro, misturada a outras milhares de pedras iguais a ela,  mas também informava como poderia identificar a verdadeira Pedra de Toque, que era  uma pedra quente, enquanto as pedras comuns eram frias.

Foi assim que o homem disposto a encontrar a pedra que finalmente iria mudar a sua sorte, vendeu os seus poucos pertences, comprou mantimentos e foi acampar em uma nas praias do Mar Negro, onde começou a busca pela pedra.  Ele tinha um plano: sabendo que, se pegasse as pedras comuns e as jogasse de volta ao chão, poderia pegar a mesma pedra centenas de vezes. Então toda vez que pegava uma pedra fria a atirava ao mar, até que achasse a quente que mudaria a sua sorte.

E assim foi, dias, semanas, meses, anos e nada de encontrar a pedra de toque. Mas ele nao desistia, continuava a pegar as pedra, e vendo que era fria, a jogava no mar… e assim por diante. Mas, uma manhã ele finalmente pegou A PEDRA QUENTE, e a jogou no MAR.

Ele simplesmente estava tao “bitolado” ao hábito de pegar as pedras e joga-lás ao mar, que nao percebeu que havia encontrado aquilo que o levará o mantiverá tanto tempo naquele lugar. E o que eu quero falar contando esta lenda? Bem, assim também é em nossa vida, passamos anos e anos pegando pedras frias e atirando ao mar de nossas vidas, que quando um dia finalmente pegamos uma pedra quente, estamos já tao frios e “dormentes” que nao percebemos e a jogamos fora.  E o pior de tudo isto é que muitos nunca irão se dar conta que um dia a pedra quente esteve em suas mãos. Eu acho que a vida tem nos trasformado em seres tão “automatizados” e muitas vezes por medida de segurança  passamos a olhar o mundo com olhos hostis como se todos fossem inimigos ou contra nós.

Passamos a desconfiar das boas intencoes das pessoas, deixamos de demonstrar nossos sentimentos por medo de sermos julgados como fracos.  O que eu quero dizer aqui é, as vezes dar uma pausa para nos reavaliarmos, e refletir, se nao jogamos a nossa pedra de toque no mar, ou até mesmo se nao a jogamos consciente, justamente por não acreditar que poderiamos encontra-lá. Apenas porque achamos que não conseguimos ser felizes. Será que não estamos estagnados em nossas vidas, será que o que estamos a fazer se tornou algo tão mecanico a ponto de nos fazer esquecer o motivo de nossas escolhas?

E o porque nossas vidas está da forma como se encontra hoje? Apenas buscar a tal pedra quente, não será a solucao de nossos problemas, temos que saber o porque estamos ali na praia pegando e atirando as pedras frias ao mar. Temos que ter consciencia de nossos atos de hoje, terão consequencias futuras e temos que acima de qualquer coisa, saber que uma pessoa que hoje machucamos ou simplesmente ignoramos poderá ser a pessoa que irá mudar a sua vida de uma forma maravilhosa.

E se puder por último dar um apenas um único conselho aos jovens que passam por aqui e ainda vivem com seus Pais, não  julgue os seu Pais muitas vezes nem eles mesmo sabem o que estão fazendo, mas uma coisa é certa eles fazem sempre acreditando que é o melhor para voce. E vai por mim, no final em quase 90% é o melhor.

E tudo isto para dizer que:  Não deixe de acreditar que voce pode ser feliz mesmo sem encontrar a pedra de toque, aliás não perca seu tempo a procurando porque no final voce pode a encontrar e não perceber e a jogar no mar, e a vida infelizmente a vida não é um rascunho, que se não estiver como queremos apagamos e recomecamos novamente.

O ser humano nasceu, cresceu e…

…Apesar de todos os pesares eu sei que eu posso ser feliz, e voce também!


1  No ano de 646 d.c., a majestosa biblioteca de Alexandria, no Egito, foi completamente queimada1, pelos invasores árabes por ordem de Amr ibn-el-As, um fanático muçulmano recém convertido para a religião de Maomé. Para ele, o “Alcorão”, o livro sagrado escrito por Maomé, era a única obra que deveria existir na face da Terra. “ O livro de Deus é-nos suficiente”, brandava o fanático contemplando a chama de mais de 532 mil e 800 rolos de papiro e pergaminho queimados, o número aproximado de obras existentes naquela famosa biblioteca que existiu por volta de 900 anos. (Esta é apenas uma versão de alguns historiadores entre várias outras).

 

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